11 de Julho de 2009

Sala dos blogueiros

A instalação de Sala de Imprensa em eventos e sites já é comum, mas Sala de Blogueiros é uma novidade em estratégias de comunicação corporativa. Tão novidade que, em agosto próximo, pela primeira vez um cliente da empresa Inteligência em Comunicação (adoro gente pretensiosa), da jornalista Lúcia Faria, decidiu investir na montagem da "sala de blogueiros". É a feira Brazil Promotion, que acontece em SP.

Lúcia Faria está na maior expectativa, eu também e um montão de profissionais de comunicação, claro. Ela promete contar os resultados, vamos aguardar.

Olha uma dica preciosa aí: Lúcia Faria adiantou que "serão enviados textos diferenciados a esse público (blogueiros), com uma comunicação mais personalizada e focada no perfil de cada um".

8 de Julho de 2009

A Voz do Brasil no twitter

Sinal dos bons tempos:

Do informativo Sicom: “A Voz do Brasil, o mais antigo radiojornal do mundo, segundo o Guiness, está informando ao longo do dia, via twitter, na Internet, os fatos que irão ao ar na tradicional transmissão da noite. Para quem não dispõe de página própria, o acesso pode ser feito aqui

Uma estratégia para aproximar-se e conquistar o público urbano.

Mídias Sociais no Planalto

Em Brasília, na próxima terça-feira (14/7):

Acontece o Fórum de Assessores de Comunicação do Governo Federal sobre mídias sociais, no auditório do Anexo I do Palácio do Planalto.
Como não basta debater, mas é preciso aplicar e experimentar, serão apresentadas experiências concretas na seara das novas mídias: o blog do Planalto (em fase de criação) e os blogs e twitters dos ministérios da Cultura e da Saúde.

Os ministros Franklin Martins (Secretário de Comunicação da Presidência da República) e José Gomes Temporão (Saúde) e o secretário executivo da Secom, Ottoni Fernandes Júnior, abrem o evento.

Franklin Martins não sei, porque nunca assisti, mas Ottoni Júnior é ótimo de palestra.

O Fórum é promovido pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

30 de Junho de 2009

Consulta pública

Ficará no ar até o dia 7 de julho a consulta pública para o blog do Planalto. A idéia da Secretaria de Imprensa da Presidência da República é estruturar um blog com conteúdo multimídia, contendo texto, áudio, vídeo e inforgrafias.
Mas atenção, veio um aviso de que será um canal do Planalto, não do presidente Lula. Pelo menos na intenção, já tentam afastar o personalismo, que faz um mal danado à comunicação no serviço público e inclusive é um dos pecados contra os princípios da boa administração pública.

Falando na consulta, no formulário você encontra perguntas sobre o conteúdo e questões técnicas. O preenchimento é anônimo. Como existe um planejamento estratégico para a criação, lançamento e manutenção do blog, o objetivo da consulta é qualificar as expectativas dos futuros leitores e definir as melhores ferramentas.

Ao final das questões de marcar "x", você ainda tem a opção de mandar sugestões ou comentários.

Para acessar o formulário, basta clicar aqui

21 de Junho de 2009

Seminário de Comunicação

A Faculdade Seama promove, terça-feira (23), às 19h, um seminário sobre comunicação integrada, dirigido aos alunos e professores do curso de comunicação. A programação é focada em assessoria de comunicação e sua aplicação em instituições privadas, públicas e do terceiro setor. Fui convidada para falar sobre minha experiência de assessoria em órgão público, que começou em 2001 quando o jornalista João Vital (atual secretário adjunto de Comunicação do Governo do Pará) me desafiou a coordenar a comunicação da Secretaria de Educação do Estado do Pará. Hoje, estou assessora da Embrapa Amapá. Não sou professora, ainda aprendo bastante no dia-a-dia, mas vou com prazer compartilhar as delícias e as dores desta atividade que me arrebatou ao ponto de largar outra grande paixão incurável, que é o jornalismo impresso.

Para começo de conversa, penso que antes de entrar na sala de trabalho, no primeiro dia de trabalho como assessor em instituição pública, é bom entender pelo menos cinco dos princípios da Administração Pública, descritos na Constituição Federal (Artigo 37):

- Legalidade
- Impessoalidade
- Moralidade
- Publicidade
- Eficiência

17 de Junho de 2009

Diploma

Deu no G1: "O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (17) derrubar a exigência do diploma para exercício da profissão de jornalista. Em plenário, por oito votos a um, os ministros atenderam a um recurso protocolado pelo Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo (Sertesp) e pelo Ministério Público Federal (MPF), que pediam a extinção da obrigatoriedade do diploma".


Os ministros do STF não entendem de jornalismo, de Assessoria de Comunicação e de cursos de jornalismo. Nem os oito que votaram a favor do recurso do Sertesp e nem o único que votou contra. Isso fica claro nas falas transcritas nas matérias sobre o assunto, com afirmações "sem noção" que, me pareceu, não foram contestadas pelos jornalistas, independente de terem diploma ou não. Por falar em diplomas, estou morrendo de curiosidade para saber se o jornal Folha de São Paulo (defensor declarado da não obrigatoriedade da formação)vai deixar de exigir dos seus jornalistas a pós-graduação (para se inscrever na seleção, o jornalista tem que comprovar ter no mínimo uma especialização) e fluência em língua estrangeira. Du-vi-do que a Folha, e tantos outros grandes empregadores do jornalismo brasileiro, desprezem a mão-de-obra mais qualificada e de melhor referência técnica. Se tudo ficou como a Folha aparentemente gostaria, já imagino as milhões de pessoas que juram que têm talento para jornalismo (eheeeheh)numa fila quilômetrica para se inscreveram as vagas de repórteres, afinal não precisa de diploma né mesmo. E adivinha quem vai ser selecionado. Claro que é fácil acertar, afinal nem a Folha é besta ne, tem um público muito exigente e qualificado. Tudo isso só para dizer que os melhores e maiores empregadores terão que continuar contratando os formados sim, porque quem domina ciência e o conhecimento (e domina a técnica) ganha do sobrinho do dono do jornal na hora de argumentar e explicar os fundamentos do seu trabalho. Claro, há rincões neste Brasil que ainda não chegou a este estágio de exigência no fazer jornalístico, mas aí é outra história. Certamente, haverá manchetes festejando e anunciando uma era fantástica e medonha de salários aviltantes (mais ainda do que os praticados)e, a conseqüência mais lógica, que é a institucionalização do "jabá" com dinheiro público.

Pare, leia e pense bem:

- Por que será que a ANJ é totalmente a favor da da falta de formação básica (graduação) para o exercício da profissão de jornalista?

- Por que será que a Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert)é totalmente a favor da falta de formação básica (graduação) para o exercício da profissão de jornalista?

- Por que será que tenho uma forte intuição de que os veículos de comunicação do Amapá vão comemorar efusivamente a decisão do STF?

Deixando de lado as miudezas de ser contra ou a favor, sugiro a cada cidadão brasileiro a profunda reflexão e buscas de respostas para as questões acima.

15 de Junho de 2009

Vale quanto pesa?

Não é de hoje que a blogueira Alcilene Cavalcante (Repiquete no Meio do Mundo) deixa claro que não consegue aproveitar alguns releases por uma questão simples: o envio do material segue anexado e, o que é pior, é considerado pesado. Deduzo que, a partir do momento em que o blog citado entra no mailling da assessoria, passa a fazer parte da leitura diária (ou quase) desta mesma assessoria. Parece óbvio, mas não parece que isso acontece, senão a recomendação já teria sido atendida. A queixa tem tudo para se alastar, agora é o jornalista Paulo Silva, titular de uma das colunas de mais credibilidade na cidade, quem também se manifesta publicamente e pede para não enviarem arquivos anexados.
Este assunto motiva uma reflexão sobre adequação de conteúdo e formato para blogs e colunistas, que necessariamente deve ser diferente (reduzido e mais focado) do que enviamos para impressos. Deixo bem claro e límpido que não estabeleço aqui um tribunal de avaliação, até porque todos estamos aprendendo a trilhar os caminhos das chamadas novas mídias e o que deve prevalecer é a discussão produtiva para a melhoria da qualidade do jornalismo (de redação e de assessoria) praticado por aqui. Se formos pensar bem, no ponto de vista da praticidade (e da segurança anti-vírus) para quem recebe, não há o que discutir, realmente é mais proveitoso enviar o release ou seja lá o que for, diretamente no corpo de texto. Se formos pensar bem de novo, será que o tamanho de um release é o que determina seu valor editorial, seu apelo de notícia, ou é tempo e trabalho perdido alongar-se em pormenores que cabem mais em outros formatos de mídias. Pensando melhor ainda, se observarmos regrinhas básicas como essas (entre tantas outras), todos acabamos ganhando: pessoal da redação, assessorias, assessorados e o distinto leitor. Quando não se aplica procedimentos simples e óbvios assim, muitas vezes é menos por falta de boas intenções e competência, e mais por falta do hábito da autoavaliação, e isso é necessário nem que seja por força de um carão em público.

p.s.: na minha terra natal, carão significa puxão de orelha.