Não é de hoje que a blogueira Alcilene Cavalcante (
Repiquete no Meio do Mundo) deixa claro que não consegue aproveitar alguns releases por uma questão simples: o envio do material segue anexado e, o que é pior, é considerado pesado. Deduzo que, a partir do momento em que o blog citado entra no mailling da assessoria, passa a fazer parte da leitura diária (ou quase) desta mesma assessoria. Parece óbvio, mas não parece que isso acontece, senão a recomendação já teria sido atendida. A queixa tem tudo para se alastar, agora é o jornalista Paulo Silva, titular de uma das colunas de mais credibilidade na cidade, quem também se manifesta publicamente e pede para não enviarem arquivos anexados.
Este assunto motiva uma reflexão sobre adequação de conteúdo e formato para blogs e colunistas, que necessariamente deve ser diferente (reduzido e mais focado) do que enviamos para impressos. Deixo bem claro e límpido que não estabeleço aqui um tribunal de avaliação, até porque todos estamos aprendendo a trilhar os caminhos das chamadas novas mídias e o que deve prevalecer é a discussão produtiva para a melhoria da qualidade do jornalismo (de redação e de assessoria) praticado por aqui. Se formos pensar bem, no ponto de vista da praticidade (e da segurança anti-vírus) para quem recebe, não há o que discutir, realmente é mais proveitoso enviar o release ou seja lá o que for, diretamente no corpo de texto. Se formos pensar bem de novo, será que o tamanho de um release é o que determina seu valor editorial, seu apelo de notícia, ou é tempo e trabalho perdido alongar-se em pormenores que cabem mais em outros formatos de mídias. Pensando melhor ainda, se observarmos regrinhas básicas como essas (entre tantas outras), todos acabamos ganhando: pessoal da redação, assessorias, assessorados e o distinto leitor. Quando não se aplica procedimentos simples e óbvios assim, muitas vezes é menos por falta de boas intenções e competência, e mais por falta do hábito da autoavaliação, e isso é necessário nem que seja por força de um carão em público.
p.s.: na minha terra natal, carão significa puxão de orelha.